Inclusão Social
A situação de exclusão e empobrecimento infanto-juvenil é uma realidade assustadora no nosso país. Por volta dos anos 90, algumas iniciativas governamentais, incipientes e desarticuladas a princípio, promoveram a implementação de programas voltados para jovens em situação de risco social, até que se evoluiu para uma política de ensino que promove a igualdade de acesso e oportunidades a todas as crianças e jovens, minorando o quadro de exclusão social.
Na verdade, tudo começa na família, que não valoriza o sistema escolar como potencializador de oportunidades para os filhos. Por estarem situados no limiar da pobreza, associa-se a esse fator, a violência doméstica e o abuso sexual, dentre outras variáveis, marginalizando esses indivíduos do contexto social.
Como mudar esse quadro?
Só uma ação integrada entre governo e organizações sociais que seja capaz de associar objetivamente alternativas viáveis de implementação de programas e projetos que legitimem metodologias que resultem em recursos técnico-pedagógicos, que sejam utilizados em função da promoção do ensino e da formação profissional de forma simultanea.
Neste sentido, parcerias institucionais são bem-vindas, visando o desenvolvimento de ações multidisciplinares ( saúde, ações sociais, econômicas e de reabilitação individual).
É relevante ressaltar alguns objetivos:
> Criar metodologias integradas de intervenção;
> Aumentar os índices de escolaridade e empregabilidade;
> Elevar competências sociais, visando o exercício da cidadania;
> Adotar políticas de formação escolar e profissional específicas aos jovens que estejam inseridos nesse contexto.
Os jovens em situação de desvantagem social ao serem beneficiados com um Programa Integrado de Formação, poderão conciliar aspectos familiar e escolar, sendo inseridos num sistema de aprendizagem destinado ao emprego, necessariamente adaptados à realidade regional, oportunizando novos espaços, onde eles possam competir de igual para igual no mercado de trabalho.
Os percursos formativos deverão portanto,considerar a orientação educativa e vocacional e a formação sócio-cultural desses indivíduos, desenvolvendo competências escolares, profissionais e relacionais, numa visão sistêmica e integrada, que permita a padronização de procedimentos, estruturando a formação de maneira global.
Aliado a todas essas questões, é importante enfatizar o imprescindível trabalho no seio familiar, viabilizando o suporte parental necessário, objetivando trabalhar as forças restritivas encontradas na familia, potencializando a valorização dos seus membros entre si.
Envolver a família em todo o processo formativo é algo que legitima o trabalho de inclusão social desses jovens, a partir do momento em que o reconhecimento, a validação e a certificação de competências resultará na valorização e confiança mútuas, tão relevante à implementação de práticas sociais de inclusão juvenil.